quinta-feira, 9 de julho de 2015

9 de Julho: Revolução Constitucionalista de 32

9 de Julho de 1932


Uma breve história da liderança paulista na luta pela Democracia


Restaurando a verdade que os livros de história distribuídos nas escolas “esquecem” de contar ou contam em uma versão marxista.



Início da revolução paulista contra a ditadura Vargas
Em 1930, um golpe militar impediu que o paulista Júlio Prestes, eleito Presidente da República, tomasse posse. O candidato derrotado, Getúlio Vargas, tomou o poder com o apoio de vários estados derrotados nas urnas, fechou o Congresso Nacional e aboliu a Constituição Federal, instaurando uma ditadura.
O Estado de São Paulo passa a liderar um movimento contra a ditadura Vargas e exigindo que uma nova Constituição fosse promulgada e contava com o apoio do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e o sul de Mato Grosso.



No dia 9 de julho de 1932, quatro jovens estudantes de direito, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, foram assassinados por ordem de um major durante uma manifestação contra a ditadura. Este foi o estopim para a revolução.
Quando a revolução começou os estados do Rio Grande Do Sul, Minas Gerais e o sul de Mato Grosso decidiram não dar o apoio combinado ao Estado de São Paulo que, isolado e apesar de contar com 170 mil soldados, foi derrotado por tropas enviadas de estados do Nordeste, do Sul e do Rio de Janeiro. O Rio Grande Do Sul, que era o estado mais bem armado, em vez de apoiar São Paulo como combinado, enviou tropas para lutar contra São Paulo.

Mas a revolução não foi em vão. São Paulo, depois da revolução de 32, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934.



O término da revolução constitucionalista marcou o início do processo de democratização. Apesar da derrota militar, as lideranças paulistas consideraram ter obtido uma vitória moral. Em 3 de maio de 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, quando as mulheres votaram pela primeira vez no Brasil em eleições nacionais. Nesta eleição, graças à criação da Justiça Eleitoral, as fraudes deixaram de ser rotina nas eleições brasileiras. Ainda, ao ver seu governo em risco, Getúlio Vargas dá início ao processo de reconstitucionalização do país, levando à promulgação da Constituição brasileira de 1934.




Foi o maior conflito militar da história brasileira no século XX. Para os paulistas, a Revolução de 1932 transformou-se em símbolo máximo do estado, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos.


Av. 9 de Julho com vista para o túnel. Acima, o MASP, na Av. Paulista.



Getúlio, terminada a revolução de 1932, se reconcilia com São Paulo, e depois de várias negociações políticas, nomeia um civil e paulista para interventor em São Paulo: Armando de Sales Oliveira, participando, mais tarde, em 1938, pessoalmente da inauguração da avenida 9 de Julho em São Paulo, onde eu orgulhosamente moro!




Este é o Obelisco Memorial aos Heróis de 1932, no Ibirapuera.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Revolução Constitucionalista de 1932: Uma vitória da Democracia


Vitória da democracia, apesar da derrota nas trincheiras. Historiadores e analistas políticos são unânimes em afirmar, 80 anos passados, que a Revolução Constitucionalista de 1932 mudou a história do Brasil, e não apenas a de São Paulo, ao lutar por ideais como liberdade e justiça contra a ditadura de Getúlio Vargas.
Já em sua edição de 4 de outubro, dois dias após a rendição, o Estado "garantia que o sangue derramado pela Constituição não se perderia e que a luta não estava acabada: apenas se transformava", conforme o jornalista Antônio Carlos Pereira transcreve em Folha dobrada, documento e história do povo paulista em 1932, minucioso livro sobre a Revolução Constitucionalista.

Foram 84 dias de enfrentamento, período em que as forças federais mobilizaram mais de 300 mil homens, rotativamente, contra um contingente rebelde bem menor. Alguns autores calculam em mais de 200 mil os voluntários paulistas que se apresentaram, mas só uns 30 mil ou 40 mil estavam em condições de combate, conforme relata José Alfredo Vidigal Pontes no livro 1932 - o Brasil se revolta.


"Foi uma mobilização extraordinária e havia disposição de luta", diz Hernâni Donato, autor de História da Revolução de 32. Segundo Donato, morreram mais de mil constitucionalistas - 353 voluntários, 249 combatentes das forças regulares (Exército e Força Pública) e cerca de 150 em outros Estados, "ademais daqueles 300 que História Naval Brasileira (da Marinha do Brasil), afirma terem sido degolados em uma só jornada junto de Porto Murtinho, Mato Grosso, no combate de 4-6 de agosto".
As vítimas. Marco Antônio Villa, professor de História na UFSCar, fala em 634 mortos constitucionalistas em seu livro 1932, Imagens de uma Revolução. O número de vítimas entre os aliados de Getúlio foi, com certeza, bem mais baixo. Não há estatísticas precisas e confiáveis. "Guerra finda, não houve contagem precisa dos mortos e dos feridos", escreve Donato, citando que parece não ter havido "nem mesmo vontade firme dos contendores de chegar a tais números". O adido militar da Embaixada dos Estados Unidos contabilizou um total de 1.050 mortos.


Os primeiros paulistas a morrer foram os jovens Euclides Miragaia, Antônio de Camargo Andrade, Mário Martins de Almeida e Dráusio Marcondes de Souza, cujos nomes inspiraram a sigla MMDC, inicialmente uma sociedade secreta que depois se transformaria no movimento responsável pela convocação de voluntários na capital e no interior.
Os quatro foram metralhados num conflito de rua, em manifestações diante da sede do Partido Popular Paulista, braço político das Legiões Revolucionárias de Miguel Costa, preposto da ditadura.


A partir desse episódio, São Paulo chegou à conclusão de que a luta armada era a única saída. Os líderes civis da Revolução - entre os quais o jornalista Julio de Mesquita Filho, seu cunhado Armando de Salles Oliveira e o empresário Paulo Nogueira Filho - passaram a conspirar com outros civis e militares para derrubar Getúlio. O general Isidoro Dias Lopes, comandante da Revolução de 1924 contra o presidente Artur Bernardes, assumiu o Comando-Geral, enquanto o general Bertoldo Klinger era nomeado chefe das operações e o coronel Euclydes Figueiredo, comandante da Frente Norte, no Vale do Paraíba.

Numa reunião na manhã de 9 de julho, decidiu-se pela antecipação do movimento, previsto para o dia 14, por causa do risco de traição entre os conspiradores. "Às 21 horas, já me sentia dono da situação... São Paulo inteiro estava em minhas mãos", relatou mais tarde o coronel Euclydes Figueiredo, designado para chefiar a revolta na capital. O interventor Pedro de Toledo, que havia dado apoio a Getúlio, renunciou ao cargo e foi nomeado governador.





Voluntários. Milhares de voluntários faziam fila nos postos de alistamento, recebiam uma semana de treinamento e partiam para a frente de batalha. As mulheres ocuparam o lugar dos adultos no comércio e na indústria, trabalhavam como costureiras fazendo uniformes, alistavam-se como enfermeiras. A indústria paulista adaptou máquinas para a fabricação de armas e munições com resultados extraordinários, como a produção de carros de combate e de trens blindados.


Voluntários. Milhares de voluntários faziam fila nos postos de alistamento, recebiam uma semana de treinamento e partiam para a frente de batalha. As mulheres ocuparam o lugar dos adultos no comércio e na indústria, trabalhavam como costureiras fazendo uniformes, alistavam-se como enfermeiras. A indústria paulista adaptou máquinas para a fabricação de armas e munições com resultados extraordinários, como a produção de carros de combate e de trens blindados.

São Paulo emitiu bônus e moedas do Tesouro Estadual para movimentar a economia, prejudicada pelo boicote federal e pelo bloqueio do Porto de Santos. O esforço de guerra garantiu, em poucas semanas, o pleno emprego, atraindo milhares de operários que, influenciados pelos comunistas, resistiam a se alistar. A Revolução também imprimiu cartões postais para incentivar a correspondência dos combatentes com suas famílias.

A propaganda foi essencial para alimentar o entusiasmo dos constitucionalistas, apesar de sucessivas derrotas nas trincheiras. "O Exército da lei mantém valentemente as suas posições", dizia a manchete do Estado em 29 de setembro, quatro dias antes da rendição. O Jornal das Trincheiras, distribuído na linha de frente, refletia o otimismo de toda a imprensa. As três emissoras de rádio paulistas só falavam em vitória. Do lado do governo federal, o tom era o mesmo para anunciar avanços e sucessos das tropas legalistas.
A propaganda de Getúlio descrevia a Revolução Constitucionalista como uma revolta da elite paulista, liderada pelo "comunista" Francisco Matarazzo, que pretendia separar São Paulo do Brasil. O separatismo foi uma das teclas das acusações da ditadura contra os revolucionários.
"Falar em separatismo foi enorme equívoco, assim como é preconceituoso dizer que a Revolução foi iniciativa da elite paulista", diz o professor Marco Antônio Villa, lembrando que houve mobilização política, que se estendeu além das fronteiras paulistas. Os historiadores citam manifestações de apoio em Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Manaus. Em Itacoatiara, no Rio Amazonas, a Marinha afundou dois barcos aliados de São Paulo.
Erros. Se os constitucionalistas acreditavam tanto na vitória, por que a ditadura esmagou a Revolução? O primeiro erro dos revolucionários, concordam os historiadores, foi o coronel Euclydes Figueiredo não ter avançado logo para o Rio, como pretendia, mas ter estacionado em Cruzeiro, à espera do apoio dos mineiros e gaúchos e, sobretudo, da chegada do general Klinger, que prometia trazer 6 mil homens de Mato Grosso. Desembarcou com dez subordinados, enquanto Rio Grande do Sul e Minas aderiam a Getúlio.
A falta de armas modernas e de munição também ajudam a explicar a derrota. Hernâni Donato acrescenta que houve sabotagem, evocando o testemunho do jurista Miguel Reale, então estudante. "Miguel Reale, que era sargento e só tinha um fuzil velho para revezar com seis companheiros na trincheira, ficou surpreso ao descobrir seis fuzis novos escondidos sob a cama num alojamento em Avaré."
A desproporção de armamentos era enorme. São Paulo tinha sete pequenos aviões civis adaptados para enfrentar 24 aparelhos militares. Os paulistas despejaram panfletos de propaganda sobre o Rio, envolveram-se num combate aéreo em Cruzeiro e sofreram bombardeios em Santos e Campinas, além do Campo de Marte, na capital, onde as bombas não chegaram a explodir. Santos Dumont suicidou-se num hotel do Guarujá, ao ver sua invenção usada para matar compatriotas.
Quando os militares assinaram o armistício com o poder central, em 2 de outubro, os líderes civis protestaram. Consideraram uma traição, pois acreditavam que São Paulo ainda tinha condições de lutar. Julio de Mesquita Filho, que serviu no Estado Maior do coronel Euclydes, enquanto seus irmãos Francisco e Alfredo lutavam na linha de frente, apostou na vitória até o fim.
Presos após a derrota, os principais líderes da Revolução foram deportados para Lisboa. Eram 48 oficiais do Exército, 3 da Força Pública e 53 civis, entre os quais Julio de Mesquita Filho, seu irmão Francisco Mesquita, Armando de Salles Oliveira, Paulo Nogueira Filho, Pedro de Toledo, Antônio Mendonça e Guilherme de Almeida. Voltaram em 1933, com a anistia decretada por Getúlio.
"Entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 1932", anunciou Getúlio Vargas no dia 16 de agosto, ao nomear interventor o civil e paulista Armando de Salles Oliveira, depois eleito governador pela Assembleia. Ao aceitar o cargo, ele convidou Julio de Mesquita Filho para coordenar a criação da Universidade de São Paulo, em 1934.

Este texto foi publicado no site: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/uma-vit%C3%B3ria-da-democracia





domingo, 8 de julho de 2012

9 de Julho: Revolução Constitucionalista de 1932





Amanhã é 9 de Julho, feriado em São Paulo. A data comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. Vencido nas eleições presidenciais de 1930 pelo paulista Julio Prestes, Getúlio Vargas comanda um golpe e instala uma ditadura. Vargas destituiu o governador de São Paulo Washington Luis e nomeou interventor de São Paulo um tenente nordestino que mostrou-se de extrema incompetência. Este e outros motivos levaram São Paulo a reagir contra a ditadura Vargas. A WIKI tem um bom material sobre o assunto. http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Constitucionalista_de_1932 .

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As mais tradicionais cantinas, pizzarias e restaurantes de São Paulo

A cidade de São Paulo é reconhecida como a Capital Mundial da Gastronomia. Conheça aqui os pioneiros desta tradição paulistana.


1872 – Padaria Santa Tereza 


É sem dúvida o mais longevo dos estabelecimentos que servem alimentos prontos de São Paulo. Começou como padaria. Hoje é padaria, pizzaria, lanchonete, doceria e restaurante. Além da grande variedade de pães de qualidade, serve deliciosas pizzas (aos pedaços ou inteiras), lanches bem feitos e pratos a la carte (o prato para um, serve dois) durante todo o dia e à noite. A seção de salgados e a de doces reservam gratas surpresas. A coxa creme é deliciosa! É local de refeições de funcionários do Judiciário e advogados há muitas décadas. Vale muito à pena conhecer.
Praça João Mendes, 150 - Centro – 3241-1735 / 3105-1793 / 3101-3105

1881 — Restaurante Carlino 



É o mais antigo restaurante de São Paulo. Oferece até hoje os clássicos da Vecchia Cucina que hoje se juntam a novas receitas e sabores. Sua atividade foi interrompida entre 2002 e 2005.
Rua Traipu, 91 – Perdizes – 2359-7269

1907Cantina Capuano 


É a mais antiga cantina da cidade e o mais antigo restaurante em funcionamento contínuo. Começou na Rua Major Sertório e em 1961 foi para o Bixiga (Bela Vista). Os grandes destaques da cozinha são o Fusili ao Sugo, as bracholas e porpetas (ou polpetas) e o delicioso Pernil de Vitela à Napolitana.
Rua Conselheiro Carrão, 416 – Bela Vista – 3288-1460

1929 – Cantina Castelões


Hoje é conhecida como Cantina e Pizzaria Castelões devido à merecida fama de suas pizzas. A pizza que tem o nome da casa é espetacular. Os pratos da tradicional cozinha italiana não ficam atrás. Funciona no Brás em uma travessa da Rua do Gasômetro sempre no mesmo endereço. Consulte o Google Mapas para saber como chegar lá. É imperdível.
Rua Jairo Gois, 126 – Brás – 3229-0542

1929 – Restaurante Moraes – O Rei do Filet 


O carro-chefe da casa é o famoso Filé do Moraes: Um filé mignon alto com 230 ou 430 gramas. Antigamente a pedida era acompanahr com alho frito e salada de agrião. Hoje o filé é escoltado por uma grande variedade de acompanhamentos para agradar todos os paladares.
Praça Júlio Mesquita, 175 – República – 3221-3066
Alameda Santos, 1.105 – Jardim Paulista – 3287-6365

1935 – Restaurante Freddy 


O mais antigo restaurante francês da cidade. Num ambiente requintado se aprecia o melhor da Ancienne Cuisine. Sua adega conta com mais de três mil rótulos de vinhos de alta qualidade. Requinte, sofisticação e atendimento primoroso traduzem com perfeição o verdadeiro significado da palavra Gastronomia.
Praça Dom Gastão Liberal Pinto, 111 – Itaim Bibi – 3167-0977

1938 – Restaurante Gigetto 


Comida de cantina. Fundado em 1938, transferiu-se em 1949 para a Rua Nestor Pestana e em 1969 para a Avanhandava. Longeva, a cantina é mãe de muitas outras abertas na cidade. Foi de sua cozinha e de seu salão que surgiram nomes como Giovanni Bruno, João Lellis e Pier Luigi Grandi, o Piero. No cardápio, não falta o capelete à romanesca (ao molho branco, cogumelo-de-paris, presunto e ervilha), que se tornou o ícone clássico da culinária ítalo-paulistana. Outra pedida, o fusilli ao sugo pode vir na companhia de duas braciolas. Nesse caso, o preço sobe. Pratos para dois. (A resenha da Veja São Paulo estava tão boa que eu copiei quase inteira!)
Rua Avanhandava, 63 – Consolação - 3256-9804
O Gigetto chegou a mudar para uma casarão na 13 de Maio, mas fechou depois de algum tempo.

1939 - Pizzaria Bruno 


É mais antiga casa que já nasceu pizzaria e durante toda a sua existência só vendeu pizza.
Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 87 – Freguesia do Ó – 3931-6737



1949 - Restaurante Itamarati 


Tradição do centro de São Paulo. É o restaurante preferido dos alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, dos advogados, dos juízes e dos promotores. Servem pratos da culinária paulista destacando-se seu famoso Virado à Paulista. Já a partir da 16h30 começa um happy-hour dos profissionais de Direito É um digno representante das tradições paulistanas.
Rua José Bonifácio, 270 – Centro – 3241-4929

1942 – Cantina do Roperto 


É uma das mais antigas cantinas do Bixiga.
Rua Treze de Maio, 634 – Bixiga – 3288-2573
1944Restaurante Gouveia 


Dois destaques do Gouveia. A feijoada, servida diariamente é muito bem feita e tem preços bastante democráticos, e os assados primorosos que fazem a alegria das famílias nas datas especiais. Tudo que é feito lá é muito bem feito. Muita tradição e qualidade.
Rua Professor Filadelfo Azevedo, 771 – Vila Nova Conceição – 3842-9880



1945 – Pizzaria Zi Tereza 


Preserva as receitas originais sem concessões a modismos. Sua longa existência comprova o quanto agrada o gosto dos paulistanos e visitantes.
Av. Ver. José Diniz, 3.401 – Santo Amaro – 5533-3319
Av. Sumaré, 700 – Perdizes – 3676-0808

1947 – Brasserie Victória 


É o mais antigo restaurante de cozinha árabe ainda em funcionamento. Começou na Rua 25 de Março, 477. Hoje funciona em um belo imóvel no Itaim Bibi. Pode-se apreciar os salgados no balcão ou sentar-se à mesa para saborear deliciosos pratos da cozinha árabe. A casa tem serviço de entrega e atende eventos.
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 545 – Itaim/Vila Olímpia – 3040-8897



1948 – Cantina 1020 


Localizada no Cambuci, fora dos circuitos gastronômicos da cidade, a 1020 mantém sua clientela pelo ambiente familiar agradável e a comida que agrada sua fiel clientela.
Rua Barão de Jaguara, 1012 – Cambuci – 3208-9199



1948 – Restaurante Windhuk 


O mais longevo representante da culinária alemã em São Paulo. Seu cardápio traz os clássicos da culinária germânica com einsbeins, kasslers, salsichas, trutas e pato. O chope passa por uma serpentina gelada de mais de cem metros. A decoração típica cria o clima. Seu happy hour é concorrido.
Al. dos Arapanés, 1.400 – Moema – 5044-2040

1949 –
Cantina Jardim de Napoli 



Seu primeiro endereço foi à Rua Maria Paula, 194, migrando depois para o endereço atual. O carro chefe da casa é o seu Polpettone alla parmigiana feito com filet mignon moído, recheado de mussarela e coberto com molho de tomate e parmesão ralado. Antepastos, massas, filés, cabritos, frangos e pizzas completam o cardápio muito bem elaborado.
Rua Martinico Prado, 463 – Higienópolis – 3666-3022

1950Restaurante Almanara 


O sucesso deste restaurante de comida árabe que surgiu no centro da cidade próximo à Praça da República levou à formação de uma uma rede com dez restaurantes pela cidade. Oferece também serviço de entrega. Ao longo do tempo a qualidade se mantém excelente o que atrai uma clientela cativa. Difícil destacar um prato. Tudo é muito bom. A matriz funciona até hoje no mesmo endereço.
Rua Basílio da Gama, 70 – República – 3257-7580

1950 – Restaurante Caverna Bugre 


 Funciona no mesmo endereço desde a inauguração. Oferece pratos da cozinha alemã com destaque para o Filé Alpino, coberto com copa, Catupiry e provolone gratinado em molho tipo inglês. Vale a pena conhecer.
R. Teodoro Sampaio, 334 - Pinheiros – 3085-6984

1951Casa Garabed 


Produz esfirras e outras delícias da culinária árabe e armênia. Do forno a lenha de 25 m2 , construído à época da inauguração da casa, saem também assados primorosos que podem ser encomendados para festas e eventos.
Rua José Margarido, 216 – Santana – 2267-1831

1953La Paillote 


Um dos ícones da cozinha francesa na cidade. Até recentemente funcionou na Av. Nazaré, 1946, no bairro do Ipiranga, próximo ao Museu Paulista da USP. Recentemente mudou-se para o Jardim Paulista. O prato mais famoso da casa é o Camarão à Provençal de comer rezando. Lá também tem um coelho excelente (não sei se ainda fazem ao molho pardo, mas tem ao molho de mostarda).
Rua Dr. Melo Alves, 769 – Jardim Paulista – 5063-3737

1953Ca'd'Oro Este refinado restaurante está fechado desde 2009, mas promete voltar.
(Funcionava à Rua Augusta, 129 (Hotel Ca'd'Oro) – Consolação



1954La Casserolle 


Este autêntico bistrot oferece o melhor da cozinha francesa tradicional em ambiente aconchegante e um atendimento simpático e gentil. Os garçons e a proprietária fazem de tudo para que você se sinta a vontade. A casa consegue aliar comida francesa refinada e deliciosa com preços pra lá de justos. Quem quer conhecer o melhor da culinária francesa tradicional com preços honestos precisa conhecer o La Casserolle.
Largo do Arouche, 346 – República – 3331-6283



1955Marcel Restaurant 


Assim como muitos restaurantes tradicionais o Marcel iniciou suas atividades no Centro de São Paulo. Além de seus famosos soufflés o Marcel oferece também os clássicos da cozinha francesa em um muito agradável ambiente de bistrot. De segunda a sexta oferece seu Almoço Executivo que é muito concorrido.
Rua da Consolação, 3555 – Jardim Paulista – 3064-3089

1955La Coruña 


É o primeiro restaurante de culinária espanhola da cidade. Ainda menino, conheci seu primeiro endereço, no Brás. Era um bar simples com azulejos brancos e balcões de laminado. Depois de percorrer a área estreita do balcão chegava-se a um pequeno salão com mesas. Tudo muito simples. Mas os pratos ali oferecidos eram fantásticos. Na minha primeira visita comi um excepcional “Calamares em su tinta”. E depois voltei muitas vezes para apreciar a zarzuela (caldeirada à moda espanhola) e outras delícias. Hoje o cardápio é bem mais amplo com destaque para as paellas e os pratos com lagosta.
Soube que a casa estava de mudança mas até o momento de fechar esta postagem não consegui o novo endereço.



1956Monte Verde 


A primeira Cantina e Pizzaria Monte Verde surgiu no Bom Retiro e foi a primeira a oferecer pizzas de massa fina muito bem elaboradas. Serve também pratos de cantina muito saborosos. As outras pizzarias com o mesmo nome não são tocadas pelos proprietários da original.
Rua Barra do Tibagi, 406 – Bom Retiro – 3331-0658
http://www.monteverdepizzaria.com.br/ (este é o site das outras casas da rede)



1957Baby Beef Rubaiyat 


A primeira casa da churrascaria Baby Beef Rubaiyat funcionava na Av. Dr. Vieira de Carvalho, no centro. De lá transferiu-se para a Alameda Santos. As casas da Faria Lima e a Figueira Rubaiyat em São Paulo, a Cabaña Las Lilás na Argentina e o Rubayat Madrid vieram depois. Inicialmente as carnes oferecidas vinham da Argentina e de criadores selecionados. A partir de 1968 em parceria com um grupo argentino passaram a produzir passou a produzir suas próprias carnes nas Fazendas Rubaiyat em Dourados (MS) e hoje produz até o Kobe Beef. Além das carnes excelentes, magistralmente preparadas, o serviço é exemplar: discreto e eficiente.
Alameda Santos, 86 – Paraíso – 3170-5100

1958 – Pizzaria Speranza 


Logo que chegaram ao Brasil, vindos de Nápolis, o casal Dona Speranza e Seo Francesco, junto com os filhos Antonio e Giovanni, abriram a primeira Pizzaria Speranza no bairro do Bixiga. As pizzas Margherita e Napoletana além dos calzones rapidamente fizeram o sucesso da casa que ganhou muitas vezes o prêmio de melhor do ano em São Paulo. Em 1970 foi inaugurada a filial Moema, levando o sucesso da casa para a Zona Sul. Em maio de 2010, a Cantina e Pizzaria Speranza recebeu o certificado de “Verdadeira Pizza Napolitana” da Associazione Verace Pizza Napoletana (AVNP), pela qualidade e autenticidade de sua pizza napolitana. Este certificado foi renovado neste ano de 2011. A Speranza foi a primeira pizzaria da América Latina a obter este certificado. A comida de cantina oferecida pela Speranza também é de primeira qualidade.
Rua Treze de Maio, 1044 – Bixiga – 3288-8502
Av. Sabiá, 786 – Moema – 5051-1229



1958 - Don Curro 


Depois de 12 anos de touradas em Sevilha, Espanha, Francisco Rios Dominguez, o Don Curro, veio para o Brasil com sua esposa Carmen, neta de uma das cozinheiras do Palácio Real de Granada. Em 1958 abriu o restaurante Don Curro que hoje é tocado pelos filhos Rafael e José Maria. A casa é muito conhecida pelas suas premiadas paellas porém os outros pratos com peixes e frutos do mar também fazem a fama da casa. O viveiro do restaurante tem capacidade para armazenar até 800 lagostas vivas. Comer no Don Curro é fazer uma viagem gastronômica à Espanha.
Rua Alves Guimarães, 230 – Pinheiros – 3062-4712

1958 – Camelo 


A Camelo foi fundada em 1957 pelo Sr. ALI AL SALUM, em São Paulo, na Rua Pamplona, 1873. Era uma casa simples onde se comia quibes, esfirras, homus, babaganuche e outros pratos da culinária árabe em um ambiente bastante informal. Quando garoto, eu ia lá atrás das esfirras, do quibe e do homus. Em 1963, a família Nóbrega comprou o estabelecimento e passou a produzir pizzas e um delicioso frango a passarinho. Isto explica o nome Camelo em uma pizzaria. Hoje a casa oferece um serviço a la carte mas o forte mesmo são as pizzas.
Rua Pamplona, 1873 – Jardim Paulista – 3887-8764 e filiais

1959 – Acrópoles 


É o representante da culinária grega na cidade. Neste restaurante simples e informal o senhor Thrassyvoulos Georgios Petrakis (Seu Thrasso), que era garçom da casa e desde 1963 é o proprietário faz questão de receber os clientes. Para se servir o garçom o acompanha ao balcão da cozinha para escolher na hora o que quer. Não se trata de uma culinária requintada. É comida simples, caseira e saborosa. São tantas as delícias que é difícil não fazer bobagem.
Rua da Graça, 364 – Bom Retiro – 3223-4386

1960 - Dinho's Place 


A fama da casa se fez em torno de um corte em particular de carne bovina: a picanha. À época de sua inauguração só se falava na picanha do Dinho's “Não comeu ainda? Não sabe o que está perdendo!”. Foi lá que meu pai me levou para comemorar, comendo a famosa picanha, minha entrada na Escola Paulista de Medicina. O ambiente requintado, o serviço atencioso, as carnes e a famosa feijoada fazem do Dinho's um lugar especial.
Alameda Santos, 45 – Paraíso – 3016-5333

1960 – Fuentes 


“Imagine-se nos anos 70, subindo as escadas que levam ao espanhol Fuentes, na Rua do Seminário, perto do Vale do Anhangabaú. Naquela época, São Paulo tinha cerca de 6 milhões de habitantes e a vida da cidade ainda acontecia no centro. O que se via pelas mesas dos comensais? Paella, bacalhau, puchero, arroz com frango...
Hoje, na mesma região, predominam o trânsito caótico e um ar de degradação - ainda que o centenário prédio onde está o hotel São Paulo Inn, construído por Ramos de Azevedo no vizinho Largo Santa Ifigênia, esteja em boa forma. E quando você sobe as mesmas escadas e chega ao salão, o que observa nas bandejas dos garçons? Paella, bacalhau, puchero, arroz com frango...
Fundado nos anos 50, em Bauru, o restaurante do espanhol Severino Fuentes mudou para a capital em 1960, mais precisamente para o Ipiranga, para só depois instalar-se no ponto atual. E se manteve com o mesmo perfil popular, servindo pratos enormes e com jeitão caseiro num ambiente sem luxos. Uma atmosfera mais masculina, por assim dizer, ainda que a cozinha seja comandada por mulheres (tem sido assim desde a matriarca Lola Fernandez; agora, a responsável é sua neta, Dolores).
Como vários restaurantes paulistanos da sua geração, o Fuentes tem um cardápio extenso, repleto de sugestões de filés e de itens clássicos como rabada e virado à paulista. Mas fez a fama com pratos rústicos à base de arroz (como a paella e o arroz com frango) e de bacalhau. O Gadus morhua grelhado (que é feito na chapa), por exemplo, chega à mesa com arroz de brócolis e batatas salteadas. Uma bela posta que se desfaz em lascas ao toque do garfo, apenas um pouco salgada no centro da peça. A porção inteira dá para três pessoas (R$ 119). A meia, ainda que tratada como individual, pode ser facilmente compartilhada por dois.
A famosa paella, por sua vez, aplaca quatro fomes, com folga. A opção mariñera (R$ 169) traz camarões graúdos (poucos) e pequenos (vários), além de mexilhões e lula. Chega à mesa lembrando mais um arroz rico, já apaulistanado, do que a especialidade que os valencianos difundiram pelo mundo. Mas dá para se divertir, desde que se tenha em mente que se está pisando num território mais afinado com a gula do que com a gastronomia.
Isso não significa que o restaurante seja uma espécie de museu vivo. Mas ele é sobrevivente de um estilo de restauração que se preocupa mais com a tradição do que com apresentações contemporâneas. E se transforma em avis rara ao cobrar apenas R$ 2,50 pela água mineral; e o mesmo valor pela porção de pão e manteiga - algo que parece impensável na maioria dos restaurantes de hoje.
Num cenário que muitas vezes classifica os restaurantes mais pelo tipo de ocasião - se é um almoço de negócios ou um jantar romântico, etc - do que necessariamente pela comida, onde o Fuentes se insere? Parece ser um restaurante para velhos amigos e confraternizações regadas a sangria. Mas, quer saber? O público que há tantos anos movimenta seu salão parece não estar muito preocupado com esse tipo de rotulação.” Este texto não é meu. Por isso as aspas. Apesar de frequentar o Fuentes, leio outras resenhas antes de produzir meu texto para acrescentar o que possa ser interessante. Acontece que o texto que o Luiz Américo Camargo produziu para o Estadão ( http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,fuentes-uma-trincheira-da-gula,3881,0.htm ) está perfeito e eu preferi reproduzi-lo. Esta é a diferença entre um amador, como eu, e um profissional. Este texto trás ingredientes que traduzem a essência de muitas das casas aqui descritas. E é por isso que decidi reproduzi-lo na íntegra. Parabéns, Luiz!
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